Prefeita de Salmourão nega descaso e condiciona reajuste dos docentes à responsabilidade fiscal

12/02/2026 07h33 Em entrevista para a reportagem do Portal Metrópole de Notícias, a gestora de Salmourão destacou que aguarda decisão do STF sobre o piso nacional e afirma que novos gastos exigem estudos de impacto financeiro para preservar o erário.
Redação: Acally Toledo, Salmourão - SP
Prefeita de Salmourão nega descaso e condiciona reajuste dos docentes à responsabilidade fiscal .

Em resposta às recentes manifestações sobre a valorização da carreira docente no município de Salmourão, a prefeita Sônia Gabau (PSDB) falou com a reportagem do Portal Metrópole de Notícias para esclarecer a posição da administração municipal. 

Falando tanto como gestora quanto como professora de carreira, Sônia rebateu críticas de "descaso" e reforçou a necessidade de cautela jurídica e financeira antes de qualquer concessão de reajuste.

Durante sua fala, a prefeita enfatizou que conhece de perto a realidade da sala de aula e as expectativas da categoria, mas ressaltou que sua função atual exige um olhar atento ao orçamento público. “Qualquer decisão relacionada a reajustes salariais hoje exige um estudo de impacto financeiro, análise técnica detalhada e, muitas vezes, adequação de normativas municipais”, afirmou a gestora.

Segundo Sônia, agir sem esse planejamento poderia comprometer não apenas a saúde financeira da prefeitura, mas também a segurança dos próprios servidores e sua própria trajetória política, pautada na legalidade.

Um dos pontos destacados pela prefeita é a indefinição jurídica que cerca o Piso Nacional do Magistério. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa como esse valor deve ser aplicado, se o reajuste deve incidir obrigatoriamente sobre toda a tabela salarial de forma proporcional ou se o município pode incorporar gratificações já existentes para atingir o valor do piso.

A prefeita Sônia Gabau encerrou o pronunciamento reafirmando que os estudos para uma possível regularização estão em andamento. Ela apelou para o bom senso e para a construção coletiva, negando que haja falta de valorização por parte do governo municipal. "Precisamos percorrer caminhos que respeitem o profissional da educação, mas sem comprometer a saúde financeira do município", concluiu, reiterando que o diálogo permanece aberto para evitar impasses judiciais futuros.

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