Polícia Civil identifica invasor de residências e Justiça impõe medida cautelar em Adamantina

26/03/2026 09h19 Justiça fixou medida cautelar que impede homem de se aproximar de uma das vítimas.
Por: Siga Mais, Adamantina - SP
Polícia Civil identifica invasor de residências e Justiça impõe medida cautelar em Adamantina .

A Polícia Civil de Adamantina, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) identificou um homem apontado como invasor contumaz de residências em Adamantina e Lucélia. Ele foi ouvido pelas autoridades e admitiu a prática, que, segundo as investigações, envolve invasões a quintais com o objetivo de observar mulheres em situações íntimas.

O caso ganhou novos desdobramentos após uma das vítimas — que teve a casa invadida duas vezes — obter na Justiça uma medida cautelar que proíbe o investigado de se aproximar de sua residência. A decisão foi concedida no último dia 13 de março, com base em pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público. O homem já foi intimado e, em caso de descumprimento, pode ter a prisão preventiva decretada.

De acordo com a delegada Laíza Fernanda Rigatto, titular do 2º DP e responsável pelo Núcleo Especial Criminal (Necrim) da Polícia Civil em Adamantina, o caso é tratado como crime de menor potencial ofensivo, relacionado à violação de domicílio, conforme tipifica o artigo 150 do Código Penal brasileiro.  

As circunstâncias também indicam a prática de voyeurismo — comportamento de cunho sexual caracterizado pela obtenção de prazer por meio da observação de pessoas em situações privadas.

“As investigações identificaram, até o momento, três vítimas. Uma delas procurou a delegacia após a repercussão do caso nas redes sociais, o que demonstra a importância da denúncia”, destacou a delegada ao Siga Mais. Segundo ela, há um procedimento criminal em andamento e não está descartada a existência de novas vítimas.

A autoridade policial explicou ainda que a medida cautelar imposta ao investigado, embora diferente das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, tem efeito semelhante ao estabelecer uma distância mínima obrigatória entre o autor e a vítima. Caso haja descumprimento, a Justiça poderá determinar a prisão preventiva.

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