A Polícia Civil de Euclides da Cunha Paulista (SP) prendeu, nesta quinta-feira (16), dois indivíduos suspeitos de terem praticado o crime de tortura. A vítima se trata de um rapaz, de 19 anos, que teria uma dívida de drogas com os criminosos. O caso continua sob investigação.
Conforme informou ao G1 o delegado Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, as investigações começaram no último fim de semana, após o Centro de Saúde da cidade acionar a polícia devido à internação do rapaz.
O fato começou a ser investigado e as apurações apontaram que a vítima, usuária de drogas, foi mantida em cativeiro e que durante o período os torturadores cortaram parte de um de seus dedos, a queimaram com ferros quentes, derreteram plásticos quentes sobre o seu corpo, além de terem amputado parte de um de seus mamilos.
Os trabalhos policiais apontaram que o motivo dos cruéis atos de tortura seria uma dívida de drogas mantida pelo usuário com os torturadores, que também são traficantes de entorpecentes, de acordo com Pedrão.
Após diligências investigativas, a polícia identificou o local onde a sessão de tortura havia sido praticada. Em vistorias no espaço, as informações iniciais foram confirmadas. Ainda foi encontrado o fogão usado para esquentar os metais e plásticos.
Conforme relatou o delegado, as investigações avançaram e os suspeitos foram identificados, bem como houve a representação pela decretação de suas prisões temporárias pelo período de 30 dias.
A dupla foi localizada e detida.
Durante a ação, nesta quinta-feira, foram realizadas também buscas nas casas dos dois indivíduos, que resultaram na apreensão de objetos utilizados para torturar a vítima.
A dupla foi interrogada e confessou a prática da sessão de tortura, conforme informou o delegado.
A Polícia Civil continuará com as investigações e, após o devido processo legal, a culpa será devidamente delineada.
Pedrão ainda ressaltou que a conduta da vítima também será apurada, com o objetivo de constatar se ela era apenas usuária ou se a dívida decorria de eventual parceria na venda de drogas ilícitas.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tortura, o que, caso confirmado, poderá resultar em até 33 anos de prisão.
A vítima, que posteriormente foi transferida para o Hospital Estadual de Primavera, em Rosana, já recebeu alta médica.