A Polícia Civil deflagrou em Presidente Prudente (SP), a Operação Black Friday, que investiga um esquema de fraudes milionárias em compras de produtos pela internet que vitimaram uma rede varejista com atuação nacional.
O objetivo das investigações, encabeçadas pela Central de Polícia Judiciária (CPJ), é desarticular o grupo criminoso envolvido em fraudes eletrônicas em larga escala.
Segundo a polícia, o golpe consiste na utilização indevida de dados pessoais, linhas telefônicas, contas digitais e biometrias de terceiros para obtenção fraudulenta de crédito e aquisição de produtos junto à rede varejista.
As investigações tiveram início após a identificação de boletins de ocorrência que apresentavam o mesmo padrão de atuação criminosa. A partir do cruzamento de informações e da cooperação da empresa vítima, foi possível identificar um universo significativamente maior de ocorrências, o que revelou um esquema estruturado e reiterado de fraudes eletrônicas.
Até o momento, foram identificados 185 pedidos suspeitos realizados entre agosto de 2025 e março de 2026, sendo 111 fraudes consumadas e 74 tentativas frustradas pelos mecanismos de segurança da empresa.
O prejuízo efetivamente suportado pela vítima ultrapassa R$ 560 mil. Já o prejuízo potencial das operações investigadas supera R$ 944 mil. Como os levantamentos seguem em andamento, segundo a polícia, os números ainda podem aumentar.
Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, em endereços localizados na região de Presidente Prudente, que recolheram itens de interesse para as investigações.
Conforme o balanço divulgado pela Polícia Civil, serão submetidos à análise técnica e pericial 17 aparelhos celulares (três dos quais com origem comprovada em estelionatos), cinco máquinas de cartão, dois cartões bancários, uma televisão de 50 polegadas, um notebook e chips de operadoras de telefonia móvel.
Ainda durante o cumprimento dos mandados, foi apreendido um cachorro que era alvo de registro de apropriação de coisa achada, em andamento na CPJ, em Presidente Prudente.
Também foi cumprido um mandado de prisão civil por dívida relacionada ao pagamento de pensão alimentícia.