Número de vítimas que denunciaram 'ranking' sexual com fotos de universitárias chega a 10 no interior de SP

27/08/2026 09h16 Cinco pessoas são investigadas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP). Fotos de universitárias foram compartilhadas sem autorização e acompanhadas de comentários de teor sexual em grupo de mensagens.
Por: g1 Prudente Região, Presidente Prudente - SP
Número de vítimas que denunciaram 'ranking' sexual com fotos de universitárias chega a 10 no interior de SP "Ranking" compartilhado em grupo de aplicativo de mensagens expunha e avaliava alunas com termos de teor sexual e depreciativo — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Chegou a 10 o número de vítimas que denunciaram à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) a exposição em um ''ranking'' sexual que avaliava alunas de uma instituição de ensino superior de Presidente Prudente (SP). A apuração foi aberta no dia 21 de agosto.

Em nota, a Polícia Civil também afirmou que as investigações sobre o caso continuam, com apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. Até esta segunda-feira (24), cinco pessoas eram investigadas.

O ''ranking'' era formado por fotos das estudantes, retiradas das redes sociais sem autorização das vítimas, e distribuído em um grupo fechado de aplicativo de mensagens. As imagens eram acompanhadas de comentários e classificações ofensivas de teor sexual e depreciativo, como ''comível'' e ''deliciosíssima''.

Após o vazamento do conteúdo da lista, protestos foram realizados na entrada do campus II da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O coletivo ''Frente pela Vida das Mulheres'' classificou o episódio como um ato de ''misoginia organizada'' e ''uma prática de objetificação, constrangimento e humilhação''.

Uma das universitárias expostas no ''ranking'' disse que teve uma crise de ansiedade quando viu a foto dela e das colegas na lista. ''O homem que fez a edição mesmo era meu amigo de turma, sentava do meu lado, sabe? Então é algo nojento, esdrúxulo'', afirmou.

Em entrevista à TV TEM, a presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Elaine Rampazo, declarou que o caso pode resultar em diferentes tipos de responsabilização, como importunação sexual, injúria e difamação, a depender das circunstâncias em que os conteúdos foram produzidos e divulgados.

A presidente da comissão orientou as vítimas a guardarem prints, mensagens e outros conteúdos relacionados ao caso, além de evitarem apagar os arquivos dos aparelhos.

Apuração interna

Por meio de nota, a Unoeste informou ter aberto uma apuração interna para identificar os autores da lista e aplicar punições disciplinares previstas no regimento da instituição de ensino.

''A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade. A instituição está acolhendo as acadêmicas envolvidas e reforça a importância de não compartilhar o conteúdo para não ampliar os danos às vítimas'', destacou a universidade.

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