Motorista é desmascarado após inventar assalto de malote com R$ 5 mil de empresa e acaba preso em flagrante, em Presidente Prudente

12/03/2026 07h14 Dinheiro estava escondido em uma mochila.
Por: CBN Prudente, Presidente Prudente - SP
Motorista é desmascarado após inventar assalto de malote com R$ 5 mil de empresa e acaba preso em flagrante, em Presidente Prudente .

Um motorista, de 52 anos, foi preso em flagrante por furto e falsa comunicação de crime, nesta terça-feira (10), em Presidente Prudente (SP).

Segundo a Polícia Civil, ele inventou ter sido vítima de um assalto, no Parque Castelo Branco, no qual dois homens haveriam roubado um malote com R$ 5 mil pertencente à empresa de Bauru (SP) para a qual trabalha.

Conforme a versão inicialmente apresentada pelo envolvido à polícia, os supostos bandidos o renderam quando ele estava na cabine de um caminhão para fazer a entrega de uma carga de forros de PVC a uma vidraçaria. Ele alegou ter sido agredido com um soco no supercílio esquerdo por um dos bandidos.

Ainda segundo a história inventada, os criminosos haviam fugido do local do suposto assalto usando uma motocicleta em direção ao Centro.

Diante das inconsistências da narrativa, os investigadores iniciaram imediatamente diligências no local indicado, acompanhadas de coleta de informações de inteligência, o que revelou incongruências no relato da suposta vítima.

Durante a continuidade da ação policial, a equipe técnica realizou exame de coleta de vestígios e, em vistoria minuciosa na cabine, localizou R$ 5 mil em dinheiro escondidos dentro de uma mochila, além de cheques e outros objetos.

Confrontado com as provas obtidas pelas diligências, o motorista confessou ter inventado o assalto com o objetivo de justificar a subtração do valor recebido horas antes na cidade de Marília (SP). Ele admitiu ainda ter provocado pequena escoriação em seu rosto para simular agressão e conferir verossimilhança ao relato falso.

“A Polícia Civil realiza apuração preliminar imediata em situações que destoam do padrão habitual dos crimes de roubo. A análise criteriosa do cenário, somada à realização de diligências técnicas e informações de inteligência, permitiu desmontar a versão apresentada e recuperar integralmente o valor subtraído”, destacou a instituição.

O investigado foi autuado em flagrante pelos crimes de furto e falsa comunicação de crime. Por ultrapassar o limite legal de pena para concessão de fiança pela Polícia Civil, ele permaneceu preso no aguardo da audiência de custódia na Justiça.

O dinheiro apreendido foi restituído à empresa vítima, que enviou representante à Delegacia da Polícia Civil e confirmou integralmente as informações apuradas.

 A mentira 

O motorista inventou ter sido assaltado por dois homens na manhã desta terça-feira, no Parque Castelo Branco, em Presidente Prudente. Segundo a versão narrada por ele à polícia, os bandidos teriam roubado um malote que continha R$ 5 mil em dinheiro e fugido em uma motocicleta.

O motorista é funcionário de uma fábrica localizada em Bauru e trabalha fazendo entregas de forros de PVC.

Na manhã desta terça-feira, ele chegou por volta das 7h a uma vidraçaria no Parque Castelo Branco para fazer uma entrega.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o motorista contou que, quando estava na cabine do caminhão organizando as notas fiscais referentes à carga transportada, teria sido abordado por dois homens desconhecidos, que se aproximaram do veículo em uma motocicleta.

Conforme a história fictícia, um dos ladrões teria descido da motocicleta, aberto a porta do caminhão e, em tom ameaçador, anunciado o roubo, proferindo a seguinte ordem ao motorista: "Passa o dinheiro".

Na sequência, o criminoso teria desferido um soco na região do supercílio esquerdo da vítima, causando-lhe lesão corporal.

Ainda segundo a falsa versão, em razão da violência empregada e diante da superioridade numérica dos autores, a suposta vítima, temendo por sua integridade física, teria entregado aos criminosos um malote contendo a quantia de R$ 5 mil, pertencente à empresa que representa.

A suposta vítima informou, ainda, que os "bandidos" não aparentavam portar arma de fogo ou faca durante a abordagem.

Conforme o roteiro fraudulento, após pegarem o malote com o dinheiro, os "ladrões" teriam fugido do local com a mesma motocicleta no sentido do Centro.

O motorista alegou não ter conseguido identificar a placa do veículo usado pelos supostos assaltantes.

A Polícia Civil foi imediatamente comunicada para iniciar as apurações sobre o caso com vistas à identificação e à localização dos "ladrões" e descobriu que o roubo, na verdade, era uma fraude.

A realização do exame de corpo de delito na "vítima" chegou, inclusive, a ser solicitada ao Instituto Médico Legal (IML).

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