O número de infrações ambientais registradas durante os dois primeiros meses da atual temporada da Piracema quase dobrou na região de Presidente Prudente (SP).
De acordo com o balanço da Polícia Militar Ambiental, entre 1º de novembro e 31 de dezembro de 2025, o total de autuações saltou de 11 para 20 registros, o que representa um aumento de 81% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A alta nos índices de apreensão é atribuída à intensificação do patrulhamento náutico e terrestre realizado pelas equipes do Oeste Paulista. O balanço detalha que as apreensões de embarcações cresceram mais de 150% no período, enquanto o recolhimento de redes de pesca ilegais teve uma alta de 37%.
As normas ambientais restringem a pesca, mas não a proíbe totalmente. No período válido, que se estende até o dia 28 de fevereiro, o pescador deve seguir as seguintes orientações:
A pesca é permitida apenas em rios, sem o uso de barcos (desembarcada);
É autorizado o uso apenas de vara, molinete ou carretilha;
A captura deve ser restrita apenas a espécies não nativas (exóticas).
O descumprimento das regras pode gerar graves consequências administrativas e criminais. O infrator pode ter todo o equipamento e o pescado apreendidos, ser autuado com multas que variam entre R$ 500 e valores milionários, e ainda responder judicialmente por crime ambiental.
A Polícia Ambiental orienta que, em caso de dúvidas ou para realizar denúncias, a população entre em contato com a unidade local da corporação.
Importância
A Piracema é o estágio fundamental para a sustentabilidade do sistema hídrico e para a garantia da pesca futura. Durante esse ciclo, que ocorre anualmente, os peixes sobem os rios em direção às cabeceiras para realizar a desova e a reprodução.
A restrição da atividade pesqueira visa proteger o equilíbrio das espécies e garantir que o ecossistema se renove para o restante do ano.