Em depoimento à polícia, agente penitenciário alega que 'perdeu a cabeça' durante discussão e matou a esposa

01/04/2020 05h50 Homem de 35 anos contou que estava afastado do trabalho por questões psicológicas. Caso foi registrado como feminicídio em Martinópolis.
Por G1, Martinópolis - SP
Em depoimento à polícia, agente penitenciário alega que 'perdeu a cabeça' durante discussão e matou a esposa Agente penitenciário matou a esposa em Martinópolis (SP). (Foto: Reprodução / Facebook)

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte da jovem Renata Alves, de 24 anos, que foi assassinada na noite desta segunda-feira (30), no bairro Pioneiro 2, em Martinópolis (SP). O marido, Alex Betti, de 35 anos, que é agente penitenciário, confessou o crime e foi preso em flagrante. O Boletim de Ocorrência foi registrado como feminicídio.

O delegado Airton Roberto Guelfi, responsável pelas investigações, disse ao G1 que o casal teria começado uma briga após o homem alegar que a esposa o estava traindo.

O autor contou à polícia que a desconfiança teve início quando uma pessoa próxima a ele disse que sua esposa o estaria traindo. O marido ainda contou em depoimento que começou a juntar elementos e a prestar atenção nos atos da vítima e flagrou a troca de mensagens no celular dela com outro homem.

Ainda em depoimento à polícia, o autor afirmou que "perdeu a cabeça" durante a discussão e cometeu o crime.

"Eu estive na cena do crime, ele disparou três tiros contra a esposa", contou o delegado ao G1.

O autor contou à polícia que estava afastado do cargo de agente penitenciário havia alguns meses, por questões psicológicas, porém, o delegado descarta a possibilidade de que isso tenha sido motivo para que ele cometesse o crime.

A arma utilizada pelo autor foi apreendida, era de sua propriedade e estava regular.

"Acredito que ele tenha sido mantido com a arma, mesmo afastado do cargo, por questões de segurança própria, devido às ameaças que agentes penitenciários recebem de presos constantemente. No entanto, isso será apurado durante o inquérito, assim como a causa de seu afastamento", esclareceu Guelfi.

O delegado disse que os celulares da vítima e do autor do crime foram apreendidos para perícia.

O homem foi preso em flagrante por feminicídio e será levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá (SP), onde aguardará por audiência de custódia, na Justiça, que irá decidir se ele será mantido preso preventivamente.

O G1 entrou em contato com a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP) e solicitou esclarecimentos a respeito do afastamento do agente penitenciário Alex Betti do cargo e da posse de uma arma de fogo por ele. Até a publicação desta reportagem, ainda não houve resposta ao posicionamento solicitado.

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