As portas do Canil Setorial do 25º Batalhão de Polícia Militar do Interior (25º BPM/I) se abriram em 2016 para receber uma jovem cadela que, à época, era apenas uma promessa. Hoje, quase dez anos depois, essas mesmas portas se fecham para a sua saída operacional, mas se abrem definitivamente para a história. Emy, despediu-se oficialmente do serviço ativo nesta semana, deixando um rastro de eficiência e gratidão entre seus companheiros de farda.
Desde os primeiros treinamentos conduzidos pelo Cabo PM Edmilson, Emy demonstrou que não era apenas mais um cão de faro. Seu olhar atento e disciplina férrea logo a transformaram em uma peça fundamental na estrutura de segurança da região. O que começou como adestramento tornou-se uma simbiose perfeita entre homem e animal, transformando o trabalho cotidiano em uma missão de vida.
Os números que cercam a carreira de Emy impressionam e refletem sua dedicação:
-Mais de 100 ocorrências de alta complexidade;
-Centenas de prisões efetuadas graças ao seu faro excepcional;
-Incontáveis quilos de entorpecentes retirados das ruas, protegendo diretamente milhares de famílias.
"Cada salto para a viatura era a certeza de mais uma missão cumprida com excelência. Vemos nela a história viva de anos de lealdade e amor incondicional à farda", afirma a unidade em nota de despedida.
O encerramento do ciclo operacional de Emy foi marcado por um momento de profunda emoção. Agora, a veterana troca as sirenes e as buscas intensas pelo conforto de um lar. Ela foi entregue aos cuidados do 3º Sargento PM Evandro, que terá a missão de retribuir com carinho todos os anos de proteção que Emy ofereceu à sociedade.
A transição simboliza o respeito da Polícia Militar pelos seus "policiais de quatro patas", garantindo que, após o esgotamento de suas forças no serviço público, eles tenham uma aposentadoria digna e cercada de afeto.
Embora as patrulhas cessem, o nome de Emy permanece gravado na memória do 25º BPM/I. Ela deixa para os novos cães e adestradores um padrão de excelência a ser seguido.
Para a tropa, o sentimento é único: gratidão. Por cada faro preciso, por cada vida protegida e pela presença silenciosa e corajosa em cada viatura. A história de Emy não termina com o fim do serviço operacional; ela se torna, a partir de hoje, parte do folclore e do orgulho da Polícia Militar do Estado de São Paulo.