Segundo ele, o plano americano é de 'dividir' o 'nosso país para se apoderar ilegalmente de nossas riquezas petrolíferas'.
'O objetivo deles é violar nossa soberania, derrotar nosso povo e minar nossa humanidade'.
Baghaei, apesar disso, afirmou que o 'povo iraniano está totalmente preparado para defender sua pátria'.
O porta-voz ainda acusou os Estados Unidos de 'afundarem' as negociações diplomáticas em andamento.
'Eles desencadearam uma guerra enquanto estávamos totalmente engajados em um diálogo diplomático (...) Não iniciamos nem começamos esta guerra. Não é uma guerra de escolha. É uma guerra de necessidade que nos foi imposta'.
Questionado sobre possíveis esforços de mediação para um cessar-fogo, Baghaei disse que discussões sobre tal tema são 'irrelevantes' no momento.
'Neste momento, os confrontos militares ainda estão em curso. Neste ponto, falar de qualquer assunto que não seja a defesa de nossa pátria é irrelevante'.
Ele ainda afirmou que os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o país colocaram em risco todas as leis internacionais e violaram todas as 'normas e práticas'.
Essas são as primeiras falas após a eleição do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou o filho do aiatolá Ali Khamenei como o novo líder supremo do país. O órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder.
Ali Khamenei estava no poder desde 1989 e foi morto em um bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é considerado um representante da linha dura e por laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã.
Segundo a imprensa iraniana, Mojtaba também perdeu recentemente a mãe, a esposa e um filho pequeno nos ataques.
Nos últimos dias, o Exército israelense atacou um prédio ligado à Assembleia de Peritos durante uma reunião de aiatolás para definir o novo líder supremo do Irã.
Antes do anúncio do novo líder supremo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças e afirmou que o sucessor de Ali Khamenei "não vai durar muito" se não tiver a aprovação americana.
Trump afirma que final da guerra com o Irã será decidido por ele e Netanyahu juntos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a decisão de quando encerrar a guerra com o Irã será tomada de forma 'mútua' entre ele e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. A fala foi feita em entrevista ao jornal Times of Israel nesta segunda-feira (9).
'Acho que é mútuo… um pouco. Temos conversado. Tomarei uma decisão no momento certo, mas tudo será levado em consideração', respondeu.
Trump também disse que os iranianos teria destruído Israel se ele e Netanyahu não estivessem no poder.
'O Irã ia destruir Israel e tudo o mais ao seu redor... Trabalhamos juntos. Destruímos um país que queria destruir Israel'.
O republicano também foi questionado se Israel poderia continuar a guerra contra o Irã mesmo depois que os EUA decidissem interromper seus ataques. Ele disse que achava que isso não seria necessário.
Na madrugada de domingo, Israel atacou depósitos de combustível em Teerã, capital do Irã, provocando um grande incêndio e deixando quatro mortos.
A ofensiva, que fez com que a distribuição de combustível em Teerã fosse interrompida, também causou densas nuvens de fumaça e chuvas com óleo na manhã de domingo, horas depois dos ataques a instalações petrolíferas e refinarias.
A Cruz Vermelha recomendou que as pessoas permanecessem em casa mesmo após a chuva parar, afirmando que o ar poderia se tornar perigoso para respirar.
Israel também realizou um ataque no Líbano: ao menos quatro pessoas morreram em um hotel no centro da capital, Beirute, informou a agência Reuters.
As forças armadas israelenses afirmaram que os alvos eram comandantes da unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, que estariam operando a partir do Líbano.
Este é o primeiro ataque israelense a Beirute desde que a tensão entre o país e o grupo extremista Hezbollah voltaram a crescer nos últimos dias.
Enquanto isso, países em todo o Golfo Pérsico relataram uma nova onda de ataques com drones e mísseis.
O Exército do Kuwait informou que o Aeroporto Internacional do país foi atacado, e que estilhaços e destroços danificaram parte da infraestrutura.
No Bahrein, o Ministério do Interior informou que três pessoas ficaram feridas e uma usina de dessalinização de água foi atingida.