CEMEV orienta tutores sobre cuidados e proteção dos pets no mês de prevenção à leishmaniose

11/08/2026 08h52 O médico-veterinário Dr. Luís Paulo da Ponte Rigoleto falou sobre a doença com a reportagem do Portal Metrópole de Notícias.
Redação: Wilson Bettiol, Osvaldo Cruz - SP
CEMEV orienta tutores sobre cuidados e proteção dos pets no mês de prevenção à leishmaniose .

No mês de agosto acontece o Dia Nacional de Combate à Leishmaniose, uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania. A transmissão ocorre através da picada do mosquito flebotomíneo infectado, conhecido popularmente como mosquito-palha.

A doença pode se manifestar nas formas cutânea ou visceral e não é transmitida diretamente de um indivíduo para o outro, a presença do mosquito-palha é indispensável nesse processo. O inseto pica um animal ou humano infectado, que é portador do parasita, e o repassa ao picar outro indivíduo.

A reportagem do Portal Metrópole de Notícias preparou uma matéria especial sobre o assunto com o médico veterinário Dr. Luís Paulo da Ponte Rigoleto, da CEMEV, de Osvaldo Cruz. “A leishmaniose é uma doença muito grave e bastante presente em nossa região. Ela é transmitida pelo mosquito-palha, que infecta tanto cães quanto seres humanos. O grande problema é que os cães podem ser portadores da doença por até sete anos sem apresentar qualquer tipo de sintoma. Hoje, cerca de 60% dos cães positivados são assintomáticos, ou seja, não apresentam alterações clínicas e, às vezes, nem mesmo laboratoriais. Para os animais em tratamento e monitoramento, o procedimento visa justamente evitar a transmissão. A complicação maior são aqueles animais que ainda não têm o diagnóstico e continuam transmitindo. Recomendamos que os tutores busquem informações, consultem um profissional com frequência e façam exames. A doença não tem cura total, mas há formas eficientes de prevenção.”, disse.

Segundo o veterinário, a fêmea também pode transmitir a doença para a ninhada durante a gestação, “Isto é um um problema sério: os filhotes já nascem infectados e dificilmente o diagnóstico é detectado nos exames iniciais, pois eles ainda não desenvolveram resposta imunológica. Assim, os testes podem dar falso-negativo. Quando o animal apresenta sintomas, fazemos uma triagem, avaliação clínica e exames laboratoriais para fechar o diagnóstico. Às vezes, é necessário realizar até biópsia de feridas para confirmar a doença e iniciar o tratamento, que deve ser mantido pelo resto da vida”, explicou o Dr. Luís Paulo.

De acordo com o veterinário, os gatos também podem contrair leishmaniose, embora em uma frequência muito menor e com um diagnóstico bem mais difícil.

Para prevenir a proliferação do mosquito-palha, o ideal é manter os quintais limpos, sem acúmulo de folhas, matéria orgânica ou fezes de animais, além de utilizar coleiras repelentes nos cães.

 

 

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