A 2ª Companhia de Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo reforçou um alerta máximo à população sobre os riscos de caminhadas e outras atividades físicas às margens das rodovias. A manifestação ocorre após um grave acidente registrado na última sexta-feira (17), na SP-613, acesso ao município de Euclides da Cunha Paulista (região de Presidente Prudente), que resultou na morte de duas mulheres.
As vítimas, moradoras da cidade, de 46 e 50 anos, foram socorridas em estado grave, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no hospital. O motorista, também residente no município, sofreu ferimentos leves, foi submetido ao teste do etilômetro — com resultado negativo para ingestão de álcool — e encaminhado para exames complementares.
A ocorrência foi apresentada à Polícia Civil, que vai apurar eventuais responsabilidades. O local passou por perícia técnica da Polícia Científica. O laudo vai auxiliar nas investigações.
Dados reforçam gravidade: 31 atropelamentos com 13 mortes em 2024 e 2025
Levantamento da 2ª Companhia de Polícia Rodoviária aponta números preocupantes de atropelamentos. Foram 31 ocorrências em 2024 e 2025, com 13 mortes. Em 2026 são 3 registros com três vítimas fatais. Veja os detalhes:
2024: 17 ocorrências, com 8 mortes
2025: 14 ocorrências, com 5 mortes
2026: 3 ocorrências, com 3 mortes
Apesar da redução no número total de registros, a letalidade segue elevada, acendendo o sinal de alerta para o comportamento de risco nas rodovias.
Acostamento não é área segura
Diante dos casos, a Polícia Rodoviária reforça que o acostamento não deve ser utilizado para práticas esportivas ou caminhadas. Embora pareça um espaço de menor risco, ele é destinado exclusivamente a paradas emergenciais.
Em rodovias, situações como falhas mecânicas, distrações ou perda momentânea de controle podem levar veículos a invadir o acostamento em segundos, sem tempo de reação para pedestres.
Orientações para evitar tragédias
A corporação destaca medidas essenciais de prevenção:
Evitar rodovias: priorizar praças, pistas de caminhada e áreas urbanas apropriadas;
Circular com cautela: em caso de extrema necessidade, manter-se fora do acostamento e caminhar de frente para o fluxo de veículos;
Atenção total: evitar o uso de celulares e fones de ouvido, que comprometem a percepção do ambiente;
Aumentar a visibilidade: utilizar roupas claras, cores vivas e itens refletivos, sobretudo ao amanhecer e entardecer;
Conduta dos motoristas: reduzir a velocidade e manter distância ao avistar pedestres ou ciclistas, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro.
A Polícia Rodoviária enfatiza que a prática de exercícios físicos deve ocorrer em ambientes seguros. “O lazer não pode custar a vida”, destaca a corporação, ao lembrar que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada entre pedestres, ciclistas e motoristas.