O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou um abalo sísmico de magnitude 1,4 na tarde desta terça-feira (15), com localização próxima a Osvaldo Cruz. O evento ocorreu por volta das 13h22 e também foi percebido por moradores de municípios da região, incluindo Parapuã e Rinópolis.
Após o tremor, um vídeo começou a circular pelas redes sociais mostrando uma suposta explosão em uma pedreira na região de Rinópolis. As imagens levantaram a possibilidade de que uma detonação possa ter provocado as vibrações sentidas em cidades próximas.
Até o momento, porém, a empresa responsável pela pedreira não confirmou que tenha realizado uma explosão no horário do registro, e também não há confirmação técnica de que o evento registrado pelos equipamentos da USP tenha sido provocado pela atividade da pedreira. Portanto, essa possibilidade ainda é tratada apenas como hipótese.
Em nota enviada ao jornalista Diogo Oliveira, do Portal de Notícias Guia Online Parapuã, o pesquisador José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP, esclareceu que eventos dessa natureza também fazem parte da atividade sismológica normal do país.
Segundo a instituição, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, sismos são relativamente frequentes no Brasil, e tremores com magnitudes entre 1 e 3 são registrados praticamente todas as semanas em alguma região do país.
O Centro de Sismologia da USP informou ainda que tremores dessa magnitude não possuem capacidade para provocar danos em estruturas de imóveis ou edificações, embora possam ser percebidos pela população, seja por vibrações ou ruídos, causando susto.
Os especialistas explicam também que abalos naturais podem ser provocados por rupturas no interior da crosta terrestre e são imprevisíveis. Somente uma análise técnica poderá esclarecer se o registro desta terça-feira teve origem natural ou alguma relação com uma eventual detonação na região de Rinópolis.