Santa Casa de Osvaldo Cruz esclarece atendimento a bebê de 10 meses após reclamação de familiares de vereador

04/11/2026 10h08 Família relatou demora na avaliação pediátrica e preocupação com febre elevada da criança; administrador do hospital e médico responsável pelo atendimento apresentaram esclarecimentos sobre os procedimentos realizados.
Da Redação - Márcio Dragonetti, Osvaldo Cruz/SP
Santa Casa de Osvaldo Cruz esclarece atendimento a bebê de 10 meses após reclamação de familiares de vereador .

A Santa Casa de Osvaldo Cruz se manifestou sobre o atendimento prestado a um bebê de 10 meses no Pronto-Socorro da instituição, no domingo, dia 1º de novembro. O caso ganhou repercussão após uma publicação nas redes sociais feita por familiares do vereador Edivaldo Cavaru, que questionaram a assistência médica oferecida à criança.

Na publicação, Juliana, avó do bebê, relatou que o neto apresentava febre próxima dos 40 graus e alteração na coloração dos pés, descritos como arroxeados. Segundo ela, apesar da preocupação da família com o estado de saúde da criança, não houve avaliação presencial de um pediatra naquele momento.

A familiar afirmou que o bebê havia sido atendido por um clínico geral, que entrou em contato por telefone com a pediatra de sobreaviso. Conforme seu relato, a especialista teria orientado que, naquele momento, não havia necessidade de comparecimento ao hospital.

Juliana também relatou tentativas de conseguir atendimento pediátrico particular e afirmou que a criança permanecia em observação, mesmo após receber medicação para controlar a febre.

A publicação gerou questionamentos sobre o funcionamento do plantão pediátrico da Santa Casa. Diante da repercussão, o administrador da Santa Casa, José Roberto Siciliati, apresentou esclarecimentos sobre a estrutura de atendimento da instituição.

Segundo ele, o hospital mantém médicos plantonistas durante as 24 horas do dia, responsáveis pela avaliação inicial dos pacientes que procuram o Pronto-Socorro.

Nos casos envolvendo crianças, os profissionais seguem protocolos específicos e, quando necessário, acionam o pediatra que permanece em regime de sobreaviso.

José Roberto explicou que, na situação envolvendo o bebê de 10 meses, a pediatra foi comunicada e orientou a equipe sobre os procedimentos que deveriam ser adotados. A criança recebeu medicação e permaneceu em observação.

O administrador informou ainda que a Santa Casa mantém uma escala de pediatras, com profissionais que se revezam a cada 15 dias. De acordo com ele, quando o comparecimento presencial é necessário, o especialista acionado tem prazo de até 30 minutos para chegar à unidade, conforme os protocolos e a classificação de risco do paciente.

Durante os esclarecimentos, José Roberto destacou o volume de atendimentos realizados pela instituição, informando que *495 pacientes foram atendidos durante o último fim de semana*.

O médico Leonardo Menegon, que também prestou esclarecimentos sobre o caso, apresentou informações referentes aos horários e procedimentos registrados no prontuário da criança.

Segundo ele, a ficha de atendimento foi aberta às 23h31 do domingo. Cinco minutos depois, às 23h36, o bebê passou pela triagem de enfermagem, quando foi realizada a classificação de risco.

A consulta médica ocorreu às 23h45, ou seja, 14 minutos após a abertura da ficha de atendimento.

Conforme a explicação apresentada, a médica plantonista realizou o exame físico da criança, avaliou seu histórico clínico e discutiu o caso com a pediatra de sobreaviso.

A especialista orientou a realização de exames complementares para investigar a causa da febre. Também foi administrada medicação para tentar reduzir a temperatura corporal.

Leonardo afirmou que, durante a permanência na Santa Casa, o bebê continuou sob acompanhamento das equipes médica e de enfermagem, contestando a interpretação de que a criança teria ficado sem assistência.

Entre os procedimentos realizados, o médico mencionou um raio-X de tórax, a instalação de um coletor para obtenção de urina e tentativas de coleta de sangue.

Leonardo explicou que a punção venosa pode apresentar dificuldades em crianças pequenas, especialmente em situações de febre e desidratação.

Segundo sua versão, foram realizadas duas tentativas de coleta de sangue, sem sucesso. Na terceira tentativa, conforme o relato do médico, a mãe e a avó não autorizaram a continuidade do procedimento.

Ainda de acordo com Leonardo, após essa situação, os familiares deixaram a unidade hospitalar sem que houvesse autorização ou alta médica, circunstância registrada pela instituição como evasão.  O profissional explicou que os exames solicitados eram importantes para auxiliar na investigação do quadro clínico e que a saída da criança interrompeu a continuidade da avaliação.

O principal questionamento apresentado pela família foi a ausência de uma avaliação presencial por pediatra, diante dos sintomas apresentados pelo bebê. Por outro lado, a administração da Santa Casa e o médico que prestou esclarecimentos sustentam que a criança recebeu atendimento dentro dos procedimentos adotados pela instituição, com avaliação médica, orientação da especialista de sobreaviso, administração de medicamentos e solicitação de exames.

As manifestações apresentam perspectivas diferentes sobre o episódio. Enquanto os familiares demonstraram preocupação com a gravidade dos sintomas e a necessidade de atendimento especializado, os representantes do hospital afirmaram que houve acompanhamento clínico e adoção das medidas consideradas necessárias pela equipe.

Ao final dos esclarecimentos, José Roberto Siciliati reafirmou o compromisso da Santa Casa com a assistência à população de Osvaldo Cruz e dos municípios da região.

O administrador também orientou que a população procure conhecer as diferentes versões dos acontecimentos antes de compartilhar informações ou tirar conclusões nas redes sociais.

A instituição destacou que o atendimento hospitalar envolve médicos plantonistas, profissionais de enfermagem e especialistas de sobreaviso, que atuam conforme a necessidade clínica e a classificação de risco dos pacientes.

O caso evidencia a importância da comunicação entre equipes de saúde e familiares*, especialmente em atendimentos pediátricos que envolvem sintomas preocupantes e exigem acompanhamento cuidadoso.

As informações sobre os procedimentos e horários foram apresentadas pelos representantes da Santa Casa, enquanto os questionamentos sobre a assistência prestada partiram dos familiares. As versões, por si só, não permitem concluir se houve falha no atendimento.

Até o momento, não há informação confirmada neste relato sobre a evolução do estado de saúde da criança após sua saída do hospital.

Comente, sugira e participe:

Entre no grupo do WhatsApp e receba notícias diariamente pelo celular!