Divisão Regional de Saúde de Marília determina retirada do estoque de soro antiescorpiônico de OC

03/12/2018 05h53 As últimas ampolas de soro antiescorpiônico em estoque sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde de Osvaldo Cruz foram transferidas para Adamantina.
Redação - Kako de Oliveira, Osvaldo Cruz - SP
Divisão Regional de Saúde de Marília determina retirada do estoque de soro antiescorpiônico de OC .

A maioria dos municípios da região enfrenta um problema grave nos últimos anos, o aparecimento de escorpiões e o registro de diversos acidentes envolvendo esses animais, vitimando um grande número de pessoas.

Quando uma pessoa sofre uma picada de escorpião, por ser um animal peçonhento, ao picar ele injeta uma toxina que em contato com a corrente sanguínea da vítima, causa reações que podem levar até ao óbito e a única forma de evitar o pior é o tratamento com o soro antiescorpiônico.

O grande problema é que a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, através da DRS (Divisão Regional de Saúde de Marilia), alegando pequena produção de soro antiescorpiônico, determinou a redução de pontos de referência para armazenamento do antídoto e regionalizou as referências, no caso de Osvaldo Cruz, para Adamantina.

Isso tem gerado uma série de transtornos para o setor de saúde do município, principalmente por conta da insegurança que tem assolado a população diante dos riscos iminentes de acidentes envolvendo escorpiões. A Santa Casa de Osvaldo Cruz, que atende as vítimas, explicou que não tem poder de reação diante dessa determinação que envolve apenas os órgãos oficiais de saúde.

A Santa Casa continuará atendendo as vítimas, porém, apenas prestará os primeiros atendimentos, estabilizando o paciente e em caso de indicação de soro, o paciente será encaminhado para receber atendimento em Adamantina, referência a partir de agora para esses casos, como já acontecia no caso da necessidade da utilização de soro antiofídico (para veneno de serpentes).

Segundo a Diretora Técnica da Santa Casa de Osvaldo Cruz, Dra. Natália Gasparotto, o hospital não tem como fazer nada nesse caso, uma vez que se trata de uma determinação da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, através da DRS de Marilia. "A Santa Casa continuará prestando os atendimentos iniciais se novos casos de acidentes com escorpiões forem registrados, mas, se houver necessidade da aplicação do soro, o atendimento terá que ser complementado em Adamantina.", finalizou.

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