Dezembro Laranja: mês tem foco na prevenção e combate ao câncer de pele

06/12/2018 05h44 - Atualizado em 07/12/2018 09h17 Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o ano deve terminar com mais de 170 mil novos diagnósticos.
Redação - Acally Toledo - Informações: Assessoria de Imprensa, Osvaldo Cruz - SP
Dezembro Laranja: mês tem foco na prevenção e combate ao câncer de pele .

Dezembro foi escolhido como mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, respondendo a mais de 170 mil novos casos só para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Além do Dezembro Laranja, neste sábado, 1º de dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) dá início a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele.

Fernanda Seabra, médica dermatologista e especialista em cirurgia dermatológica e mohs, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que existem dois grupos principais de câncer de pele: o melanoma e o não-melanoma, responsável por 165.580 novos diagnósticos. Ela acrescenta que os carcinomas basocelular e espinocelular são os exemplos mais comuns desse grupo. "O primeiro geralmente aparece como nódulo perolado que sangra facilmente ao trauma. O segundo muitas vezes é confundido com uma ferida, mas que nunca cicatriza e pode apresentar descamação e sangramento", exemplifica a especialista.

Segundo Fernanda, a exposição solar sem proteção e ter histórico de queimadura solar, principalmente na infância e adolescência, e ainda ter a pele clara são alguns fatores de risco para o câncer de pele. Ela destaca que esses são os pacientes que queimam e não bronzeiam. "É preciso atenção com alguns sinais. Cuidado com lesões recentes, que coçam ou sangram com facilidade, em áreas foto expostas como face, colo, orelha e membros", aponta.

Já o câncer de pele melanoma aparece como uma pinta, sinal ou nevo. De acordo com a dermatologista, ele pode vir de um nevo anterior ou de uma área sem lesão precursora. Os fatores de risco para esse tipo da doença são os múltiplos nevos, história pessoal ou familiar de melanoma, queimadura solar, pele clara, e entre outros.

Como podemos identificá-lo?

Conforme a médica é de extrema importância ficar atento aos nevos, principalmente em regiões que prestamos menos atenção como orelhas, couro cabeludo, área da genitália, mãos, pés e unhas, além de qualquer sinal de mudança. Caso isso ocorra, deve-se procurar um dermatologista.

Para quem tem alguma dúvida, a médica deixa uma dica muito útil. A regra do ABCDE pode ajudar o paciente a identificar alterações antes não percebidas.

A: assimetria - lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares

B: bordas - pintas com bordas irregulares merecem mais atenção

C: coloração - se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser examinado

D: dimensão - lesões maiores que 5 mm precisam ser avaliadas pelo dermatologista

E: evolução - essa parte, a percepção do paciente é indispensável. É o paciente que irá dizer se a lesão está mudando

Mas qual o tratamento para o câncer de pele?

Segundo a Dra. Fernanda, o tratamento para esse tipo da doença é apenas cirúrgico. "Procure um dermatologista. A detecção precoce do câncer de pele, salva vidas", finaliza.

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